Quem são as mulheres da FLIP 2018?

Uma programação que se abre com Fernanda Montenegro, uma das maiores atrizes brasileiras, e Jocy de Oliveira, pioneira na música de vanguarda, não poderia deixar a desejar. E é assim a programação da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty, que acontecerá entre 25 a 29 de julho deste ano: com grandes nomes – homens e mulheres em igual proporção –, com debates sobre feminismo, feminicídio e racismo, e com muita (e boa) literatura! Conheçam as mulheres que estarão na programação e anotem os dias e horários de suas mesas. Nos vemos lá!

Quarta-feira, 25 de julho

Neste ano a festa irá homenagear a escritora Hilda Hist, hoje considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. E para a cerimônia de abertura, que acontece às 20h, duas artistas da mesma geração celebram a arte em sua memória: Fernanda Montenegro e Jocy de Oliveira.

Quinta-feira, 26 de julho

No primeiro horário da manhã, às 10h, as divagações literárias e existenciais de Hilda Hilst, registradas em fitas magnéticas na década de 1970, serão apresentadas pela cineasta Gabriela Greeb e pelo sound designer português Vasco Pimentel. Na sequência, às 12h, a terceira mesa da programação da feira reúne, por vídeo, Maria Teresa Horta, grande poeta portuguesa censurada pelo regime Salazarista, que se tornou voz potente do feminismo, e Júlia de Carvalho Hansen e Laura Erber, poetas brasileiras influenciadas pela lírica portuguesa, que têm pontos em comum com Hilda Hilst.

Às 17h30 as mulheres retornam à programação com dois nomes importantes – e um assunto urgente: Djamila RibeiroSelva Almada. Na mesa 5, a ficcionista argentina que escreveu sobre histórias reais de feminicídio em seu país e a feminista negra que está à frente da coleção Feminismos Plurais conversam sobre como fazer da literatura uma resistência à violência. 

Sexta-feira, 27 de julho

Às 10h, Lígia Ferreira, uma das principais estudiosas e divulgadoras da obra de Luiz Gama, conversa com Ricardo Domeneck, poeta e editor, sobre falta de leitores e o silêncio da crítica, como reclamava Hilda Hilst. A mesa 8, que se inicia ao meio-dia, traz outra presença internacional: Igiaba Scego. A romancista italiana, filha de imigrantes da Somália, que apresenta em sua escrita temas como imigração e colonialismo europeu, se encontra com o suíço Fabio Pusterla, poeta de um país poliglota, para conversar sobre o fazer literatura tendo uma língua comum – o italiano – e diferentes aportes, fronteiras e paisagens geográficas e literárias.

Às 17h30, a aclamada autora franco-marroquina Leila Slimani conversa com André Aciman, judeu americano de origem egípcia, sobre o exercício da liberdade de escrever e a escolha de temas tabu ou proibidos, como homoerotismo, sexualidade feminina e religião. Encerrando a programação do dia, às 20h, a mesa 11 exalta a obra de Hilda Hilst em poesia e prosa, que será vista tanto em sua dimensão corpórea quanto mística por Eliane Robert Moraes, ensaísta que atua na fronteira entre a literatura e a filosofia, enquanto são feitas leituras por Iara Jamra, atriz que encarnou a personagem mais famosa da homenageada, Lori Lamby.

Sábado, 28 de julho

Às 10h, o palco principal chama de volta dois importantes nomes que já estiveram em outras mesas: Jocy de Oliveira encontra Vasco Pimentel para conversar sobre a escuta e a criação de universos sonoros. Às 15h30Isabela Figueiredo, escritora moçambicana que aborda temas como racismo e gordofobia em sua escrita, se encontra com Juliano Garcia Pessanha, narrador de gênero híbrido e filosófico, para discutir a escrita de si, os diários e as memórias, o corpo e o desnudamento. E para encerrar a programação do sábado, às 20hLiudmila Petruchévskaia, um dos grandes nomes da literatura russa moderna, relembra sua trajetória proibida por décadas no regime Stalinista.

Domingo, 29 de julho

Às 10h do último dia desta festa literária, Thereza Maia, folclorista que recolheu histórias orais de Paraty, se encontra com Franklin Carvalho, narrador do sertão baiano, para um diálogo sobre o território e seus encantados. A sessão de encerramento, que acontece às 12h, chama de volta ao palco a atriz Iara Jamra, dessa vez ao lado do compositor Zeca Baleiro e do fotógrafo Eder Chiodetto. Eles, que fizeram obras baseadas em Hilda Hilst, relembram os encontros com a autora, o processo de criação e as marcas que a experiência deixou em suas trajetórias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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