“Gloria Allred”: o documentário que retrata a vida de lutas desta importante feminista

O feminismo dos anos 1960 tem muitos nomes importantes, um deles é Gloria Allred. Engajada nas lutas feministas que se espalhavam pelos Estados Unidos, esta advogada ousou falar sobre violência doméstica, abuso sexual e empoderamento feminino quando ninguém mais tinha coragem de fazer – e ela provavelmente defendeu os direitos das mulheres melhor do que qualquer pessoa faria. Hoje, aos 76 anos e ainda em constante atividade, teve sua vida pública e privada retratada no documentário Gloria Allred: justiça para todos, disponível na Netflix.

Da infância na Filadélfia à sua participação na Marcha das Mulheres na capital americana, Washington, após a eleição de Donald Trump, o documentário apresenta a vida de uma das mais importantes ativistas dos direitos das mulheres em atividade na América. Ao lado de personalidades do país e importantes feministas, como Gloria Steinem, conhecida por sua atuação na segunda onda do feminismo, Gloria Allred colaborou para a reconstrução de sua vida em uma narrativa emocionante e inspiradora. “Não há nada mais importante do que sentir que você pode fazer a diferença no mundo, e torná-lo um pouco melhor”, comenta Steinem sobre suas trajetórias de lutas pelo país.

Gloria Allred, nascida em uma família humilde, mãe solo, saída de dois casamentos conturbados e carregando um histórico de abuso sexual, usou seu processo de cura de suas próprias dores para transformar a vida de outras mulheres. Suas lutas pelos direitos das mulheres se estendem de casos de feminicídios à processos movidos contra celebridades acusadas de abusos sexuais, como Donald Trump e o comediante Bill Cosby. Sua atuação neste último processo, por sinal, promoveu uma mudança na lei do estado da Califórnia, permitindo que as vítimas pudessem acusá-lo independentemente de quanto tempo havia se passado. À época da reveleção destas acusações, o chamado statute of limitation, que estabelecia um tempo máximo após um evento para que processos legais pudessem ser iniciados, tentou silenciar as mais de 30 mulheres que  o acusaram.

Com uma carreira brilhante, Allred dedica sua vida a apoiar suas clientes e a colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, sendo um belíssimo exemplo de ativismo dentro do movimento feminista. Sua vida pública e privada – Lisa Bloom, sua filha, também se tornou uma importante advogada dos direitos civis – nos inspira a encontrar maneiras, dentro de nossas próprias vidas e rotinas, para colaborar para este mundo  em construção. 

Laurie Levenson, professora de Direito da Loyola Law School, entrevistada para o documentário comenta: “Gloria Steinem, a filósofa, cria o movimento. E você tem o soldado, que fica à frente, e esta é Gloria Allred”. E esta personalidade, Gloria Allred, só tem um pedido a nos fazer, com seus exemplos e palavras: “Lutem!”. 

 

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