Aqui estão todos os prêmios que “Lady Bird” já ganhou – e não estamos falando (ainda) sobre o Oscar

Seja lá quais forem (e se forem!) as premiações destinadas à Lady Bird: A hora de voar nesta cerimônia do Oscar que se aproxima, precisamos reconhecer que a produção ganhou muito. Em seu primeiro trabalho como diretora, Greta Gerwig comemorou cinco indicações à sonhada estatueta, entre elas a de Melhor Direção, indicação que fez de Greta a quinta mulher da história a concorrer na categoria. Fora esta, Lady Bird também aparece também entre os indicados ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Melhor Filme, Melhor Atriz, com Saoirse Ronan, e Melhor Atriz Coadjuvante, com Laurie Metcalf.

Todas essas indicações podem pressupor uma superprodução de uma história grandiosa, mas Lady Bird é o oposto disso – e talvez este seja o segredo para sua boa repercussão. Nessa produção, acompanhamos a adolescente Christine McPherson, que prefere ser chamada de Lady Bird, em seu último ano no colegial. Greta apresenta uma conhecida narrativa de passagem, retratando um período pelo qual todos nós já passamos sem cair nos clichês de personagens de histórias deste gênero. É uma história simples e, ao mesmo tempo, grandiosa.

Lady Bird é uma adolescente vivendo o auge da efervescência dessa idade: sente-se grande demais para viver na pequena cidade de Sacramento, quer afirmar sua personalidade forte à todo tempo, quer se sentir parte de uma escola com muitos grupos distintos, viver o primeiro amor, experimentar o sexo, expor sua rebeldia. Em menor ou maior escala, é impossível não se identificar com a protagonista nesta transição.

Uma das principais características de Lady Bird, a meus olhos não formados como críticos de cinema, é que Greta cria um mundo inteiro em uma pequena cidade, e apresenta um enredo que explora bem sua protagonista, mas também os pequenos dramas das vidas que a circunda. Acompanhamos também seu irmão mais velho que acaba de sair da faculdade e busca um emprego melhor; sua mãe tão exigente e amorosa; seu pai desempregado e deprimido que tenta conciliar os atritos familiares de mãe e filha; sua melhor amiga que se esforça para ser sempre uma filha e aluna exemplares. E estes são apenas alguns dos personagens que colaboram para a construção de um filme original, singelo e emocionante.

Isso é Lady Bird: o retrato de uma juventude. Tudo aquilo que conhecemos de histórias que se passam em colégios, com seus alunos um pouco rebeldes ansiando por aventuras e tentando conciliar seus dramas familiares, é o que encontramos neste filme. Quando assisti, numa sala de cinema às quatro e pouco da tarde de uma quinta-feira, as cadeiras ocupadas não somavam mais que 20. Todas, no entanto, abrigavam espectadores que riram muito, sussurrando comentários como “olha, tão eu!” vez ou outra, e que também se emocionavam. Porque, claro, todas as experiências de Lady Bird mostram como amadurecemos, muitas vezes às duras penas, para conseguirmos aceitar quem somos e de onde viemos. 

Olhamos essa adolescente que amadurece em frente aos nossos olhos com a empatia de quem já envelheceu o bastante para entender que nenhum drama é pior ou melhor que outro. E, independentemente das estatuetas que Greta leve para casa neste 4 de março, ela já ganhou nossos corações, eternamente adolescentes, com sua maravilhosa Lady Bird.

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