“Marias: a fé no feminino”: um documentário sobre a América Latina e suas mulheres de fé

Nossa Senhora Aparecida. Iemanjá. Nossa Senhora da Caridade do Cobre. Mama Pacha. Virgem de Guadalupe. Virgem da Candelária. Para muitos, não importa quais sejam os nomes, as origens ou suas imagens: estas e todas as santas, independentes de quais crenças pertençam, representam uma única energia feminina, a mulher cuidadora, que é mãe e ampara seus filhos. Estas figuras e muitas outras mulheres são tema do documentário Marias: a fé no feminino, de Joana Mariani, disponível agora na Netflix.

Lançada há um ano, esta obra não é sobre religião, mas sobre fé e sobre mulheres. Para produzi-la, Joana Mariani viajou durante quatro anos e visitou cinco países da América Latina para registrar a importância das “marias” na vida de pessoas de diferentes povos: independente de suas origens ou crenças, a figura feminina como fonte de esperança e fé é sempre recorrente nestes países. E não se trata apenas de suas representações, mas a fé no feminino está presente e nutre a vida das pessoas. “A imagem tem o poder de funcionar como um espelho, ou seja, não absorve a demanda, mas reflete para as pessoas suas próprias capacidades e energias”, explica uma das marias entrevistadas.

Entrevistadas porque, além das santas, há também as marias da vida real. O documentário apresenta grandes celebrações marianas em países como Brasil, Cuba ou Peru, e também histórias de mulheres e homens que possuem algum vínculo com as virgens. São histórias de fé, relatos de como as padroeiras modificam as vidas das pessoas. Além de ser um belíssimo registro da fé, este documentário também dá voz às muitas mulheres latinas, cujas lutas não mudam tanto de uma país ao outro.

“O que eu diria a uma Maria? Que seja uma Maria livre. Que seja uma Maria trabalhadora. Que seja uma Maria forte. Que seja uma Maria autônoma. Que seja uma Maria que trabalhe e tenha seus recursos. Que estude e se prepare. O que eu diria a uma Maria? Que seja uma boa mãe. Que ensine a seus filhos a solidariedade, a amizade, o valor do trabalho, do carinho. O que eu diria a uma Maria? Que sonhe. Que saiba voar. E saiba entender que no mundo ser Maria também é ser identidades. Ser também Maria da América, de um mundo onde existem sociedades indígenas, sociedades afrodescendentes, sociedades mestiças. Uma Maria que entenda, que seja plural, que seja compreensiva, que ajude, que estenda a mão para os outros. É isso o que eu diria a uma Maria”.

 

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